E-Learning: Good Learning ou Bad Learning?

Temos a tendência para considerar o e-learning como algo de novo e ainda em fase de experiência. Eu próprio, trabalhando em formação (quer como coordenador quer como formador) há mais de 10 anos, fui um “resistente” até há relativamente pouco tempo. Mas repare-se que – independentemente de hoje em dia termos efetivamente novas ferramentas – a formação à distância há muito existe e com provas dadas! Quem não se lembra da “teleescola”? Segundo alguns autores, a formação/educação à distância existirá mesmo desde 1840!

Então, e afinal a metodologia pode mesmo “substituir” a formação presencial? A resposta será sempre… depende! Evidentemente que para questões mais técnicas e que envolvam componente prática, apesar dos imensos avanços no e-learning, o mesmo continua a não estar à altura das sessões presenciais. No entanto, para questões de âmbito mais teórico ou para temáticas em que o fato de o formando estar permanentemente em ambiente web (como o marketing digital, por exemplo) o e-learning é, sem dúvida, uma vantagem em relação ao presencial.

De realçar também que a formação à distância surge como solução para públicos que têm crónica dificuldade em aceder a ações de formação, devido às especificidades do seu trabalho. Falamos de quem trabalha por turnos, de quem não tem disponibilidade, nem mesmo ao fim-de-semana, etc. Por último, resta-nos dar o nosso contributo para uma das falsas impressões acerca do eLearning: a sua “validade” face às obrigações legais. A formação profissional, sendo certificada, pode ser ministrada segundo várias formas de organização, incluindo à distância. Portanto, tirando raríssimas exceções, um formando estará a cumprir com o imposto, quer frequente formação presencial, quer à distância. Falamos de casos como as 35H/ano, a obtenção de um CAP (Certificado de Aptidão Profissional) em determinada matéria, as 50H para a medida estímulo/estágios profissionais do IEFP, etc.

Ainda tem dúvidas acerca das (grandes) vantagens deste tipo de formação? Fale connosco…

 

Ricardo de Carvalho

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